sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A verdadeira lenda da Perola Perdida parte 4 [final]




Sky abriu os olhos devagar, imaginando quem poderia tê-la acordado ... Quem seria o coração puro que a pudera despertar? Então a princesa sentiu algo gelado pressionando sua garganta e uma voz mais fria ainda soou em seus ouvidos:

- Quem é você e o que faz em meu navio?

- Er... Er... Dá pra, por favor tirar essa lamina do meu pescoço? Não acho que eu pareço muito assustadora.- foi a resposta amedrontada da princesa ao ouvir a voz grave mas definitivamente feminina.

- As pessoas mais perigosas costumam a ser aquelas aparentemente menos assustadoras. Quem é você?

- Eu... Sou PérolaSky... Princesa das Ostras Perdidas... Por favor... Juro pelo meu reino que não lhe farei mal, mas tire esse metal de perto de mim... Odeio armas.

- Ahahahah... Gostei de você princesa. – Agora afastando a lamina ainda desconfiada mas decidindo correr esse pequeno risco. – Sou Dill, Dill Bucaneira Boros, capitã de Jhonny Rogers, navio no qual você se encontra no momento, mas como chegou aqui? E porque alguém em sã consciência escolheria o navio da Bucaneira Dill para se esconder? Você parece meio louca, mas definitivamente não parece idiota.

- Bem, eu não escolhi... Você me trouxe, quero dizer... alguém trouxe. Eu estava dormindo em forma de pérola. Era a forma mais segura de viajar... Mas tem seus inconvenientes, por falar nisso... Quem foi o coração puro que me despertou? Há crianças a bordo?

- Só o que tenho parecido com uma criança a bordo, é meu primeiro imediato Chakal com suas manias de contar historias descabidas. Mas ninguém além de mim tocou em você princesa. Diga-me como faz o truque do furta-cor?

- Truque? Não sei, nunca ouvi dizer de uma pérola que mudasse de cor durante o sono.

- Talvez minha mãe saiba... Da próxima vez que a vir, devo me lembrar de perguntar.

- Você tem mãe?

- Porque o espanto princesa? Acho que todos temos uma mãe.

- Sim. Mas... Mas...

- Ahahahaha. Como me tornei uma bucaneira? Bem é uma longa historia... Te contarei outro dia. Vamos, Chakal está cantando ainda, quer dizer que o funeral não acabou.

- Quem morreu? – PérolaSky pergunta sem poder evitar pensar no seu reino destruído.

- Seu reino. E muitos outros. – A bucaneira fica mais séria ainda, se isso é possível – mandei fazer um sepultamento vicking para todas as Joias de sangue que encontramos no barco daquele idiota do Strondo.

- Quer dizer que você encontrou um dos assassinos do meu povo? – Dill ergue as sombrancelhas ao ver o ódio refletido no olhar da princesa, isso sim que era interessante, a princesa não estava fugindo como supunha antes, estava em busca de vingança... Continuou ouvindo a princesa das Pérolas – Onde ele está? Como posso chegar a ele?

- Calma princesa... Que acha que vai fazer? Ir lá e mudar de cor na frente dele? Porque até agora foi o único poder que vi em você. Não pode chegar a Strondo a não ser que resolva mergulhar no oceano. Eu o matei antes de usar seu navio e rum para sepultar seu povo. Vamos ver o fim do funeral...

Ainda era noite, Sky viu um guerreiro cantando em uma língua estranha, que ela sinceramente não podia dizer se era real ou uma invenção do cantor... Mas os sons pareceram belos aos seus ouvidos, o guerreiro segurava um arco... Parece que o funeral ainda estava começando. Ou a bucaneira calculara mal o tempo ou os preparativos haviam demorado muito. PérolaSky observou parada em frente a cabine da capitã, esta se aproximar do guerreiro que devia ser seu primeiro imediato e este lhe dizer algo em voz baixa, entregar o arco nas mãos da mulher e continuar a canção. Dill olhou a princesa das pérolas em um convite mudo de se juntar a ela, Sky se aproximou fascinada com o respeito demonstrado pela tripulação. Não era assim que imaginara um navio pirata. Olhou para a bucaneira que estava séria, encarando o barco que serviria de morada eterna para muitas pérolas magicas... Dill Bucaneira ergueu solenemente o arco e disparou a flecha com um grito de guerra, logo, toda a tripulação a seguia na estranha saudação. Quando o ultimo grito soou, a escuna de Strondo já estava em chamas e o silencio se fez quase palpável. Cada tripulante saiu de perto e aos poucos voltaram com bebidas e comidas. Um homem se aproximou equilibrando três canecas de rum e, silenciosamente as ofereceu a capitã, seu imediato e a princesa das pérolas que chorava emocionada. Pudera enfim sepultar seu povo, sua família, ela tinha conseguido essa vitória, e a devia a uma pitara! Tinha sido o funeral mais comovente que já vira. A tripulação de Jhonny Rogers não conhecia nenhuma das joias mortas mas a tinha homenageado de sua forma singular. Ergueu a vista e viu que o guerreiro tirava do bolso uma pequena gaita e começou uma melodia cigana que muitos conheciam e cantavam. Era triste e lindo, então Sky ouviu a voz da bucaneira:

- Hei princesa... Vamos. Vamos dar adeus ao seu povo do jeito certo.

Então, Perolasky teve sua ultima surpresa do dia, Dill bucaneira, a pirata temida em todos os continentes conhecidos e até alguns esquecidos e perdidos, começou a se cobrir de uma estranha nevoa e suas calças negras se transformaram em uma saia cigana azul aberta até as coxas em ambos os lados e ao som da gaita e das vozes dos homens a bucaneira dançou.

Sky nunca tinha visto algo tão lindo, era mágico, a dança e a dançarina, era como uma ilusão, mas era real, a mulher girava e sem dar sequer um sorriso e fazia sons com as contas penduradas em tornozeleiras que ela só agora pudera notar. Sky percebeu que a dançarina falava com ela se esforçou a prestar atenção.

- Venha dançar... Afinal o povo é seu.

- Eu... n... não saberia como.

- Pare princesa, dançar é instinto, você consegue... é pelo povo.

- Tudo bem...

Sky começou se mover devagar seguindo os movimentos da outra e aos poucos foi pegando o ritimo, a musica parecia entrar por sua pele e dominar seus movimentos. Logo não controlava mais seus pensamentos, via as imagens dos momentos vividos em meio aos mortos e dançava. Dançava e chorava, mas isso não mudava o fato mais importante. Ali, em meio a piratas assassinos, ela tinha sido estranhamente acolhida, havia recebido respeito pelos seus súditos mortos e parece que teria chance de vingar sua família, Pérolasky a princesa das ostras perdidas, suprema pérola magica. Havia encontrado um novo lar.
Fim

Maia Carneiro

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Átomo de Sonho


Às vezes me canso de tudo
Às vezes me canso do nada
Mas em teus braços me lanço
Me perco em sonhos
Me perco em teu toque
Me perco num átomo de carinho
Me perdi no tempo
No tempo de um abraço
No tempo de um sorriso
No tempo de um beijo interminável
Ergo os olhos e percebo que não estás aqui
Que nunca estiveste
Outra vez me perdi
Em um Amor inexistente
Sei que vais chegar
Sei que vou te ver
Sei que vais me amar
Em um átomo de segundo estás aqui outra vez
E outra vez me perder em teus braços
Sonhar contigo                              
Te amar em silencio
Terei de acordar em breve...
Estarei sozinha outra vez
Mas estou te esperando querido
Continuo esperando
Em um átomo de Sonho.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Via Láctea



"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender estrelas"

Olavo Bilac

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O Tempo nao Passa




Sentei – me no banco daquela praça hoje.
Vi as crianças brincando, mas não foi a mesma coisa.
Andei, entre as pessoas e chorei, chorei porque você não estava ali.
Voltei a sentar-me e observei. As pessoas passavam os animais passavam, mas essa saudade cruel que se alojou no meu peito não ia embora...
Vi um casal sentado por perto. Eles me pediram para tirar uma foto. Eu sorri...
Não custava nada, mas sim que custou... Lembrei-me daquele dia naquela mesma praça, em que você me abraçou e disse que estaríamos sempre juntos, aquele dia em que tiramos nossa primeira foto juntos.
A saudade apertava meu coração até o ponto de me perguntar se ele ainda teria uma forma definida... Lembrei de você, simplesmente sorrindo pra mim... Aquele sorriso que você separou só pra mim...
Abracei a câmera junto ao peito e a moça, que viu minha aflição, perguntou se eu precisava de algo...
Eu não disse.
Não disse nada, mas como poderia? Eu só queria você, mas não podia te ter, não poderei nunca mais...
Ah querido, as pessoas me perguntam onde estará você. E eu choro. Não posso dizer a elas, foi culpa minha, e agora não tenho mais você...
Hoje passo todo o tempo pensando em você e esperando que um dia fique mais fácil, ou que ao menos possa encontra-lo logo nas recamaras Divinas onde seremos irmãos, nunca mais beijarei teus lábios, mas um pouco de você é melhor que nada...
Sento novamente no banco, leio tuas cartas e as cheiro, tem seu perfume ainda, forte como você, vejo a foto que tiramos aquele dia, você foi meu amigo, foi meu herói. Então sentada espero o dia infinito em que vou te encontrar no palácio do Eterno.
Espero ansiosa...
Mas o tempo no passa...
O tempo não passa...


Maia Carneiro

Baseado na musica "Saudade" da Banda Pimentas do Reino.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A Verdadeira Lenda da Perola Perdida - Parte III




A pirata correu até a cabine, não sabia porque mas tinha certeza que ia encontrar algo importante lá... passou pelos seus homens que terminavam de amarrar os últimos inimigos, os mais espertos talvez ficassem com vida quando voltasse, os idiotas, esses iriam morrer com certeza...

Abriu a porta da cabine de supetão e viu o carcamano de pé e tremendo diante do seu olhar...

_ Sabia que era um idiota Strondo, mas se esconder na cabine, é burrice demais. Vai ser corajoso uma vez na vida e afundar com seu navio como um bom capitão?

_ Ah não, não Bucaneira, estou aqui para te oferecer um acordo...

Erguendo a sombrancelha esquerda Dill fez um gesto para que o homem continuasse...

_ Bem, como pode ver eu tenho muitas joias aqui.

Dill não olhou em volta como ele queria simplesmente sorriu e disse:

_ Errado Strondo... como já deve saber, seu navio esta tomado portanto, as joias são minhas, logo... não tem o que oferecer...

_ Não, não, não entendeu... eu não estou a te oferecer minh... Suas joias, estou te oferecendo a chance de conseguir mais...

_ Hum, interessante continue...

_ Er... er... existe uma sociedade, somos conhecidos como A Jangada da Morte...

_ Hum... Strondo o que é aquilo?

_ Aquilo? O que? – disse o pirata seguindo o olhar da bucaneira... Em seguida engoliu em seco, ela não devia ter visto isso ainda, não antes de ele explicar, ele suspirou quando ela apontou a espada para o livro pedindo que ele a pegasse... depois de entregar a ela viu a expressão não muito surpresa dela, não que ela se surpreendesse com frequência...

_ Magia negra para viagens longas... – leu princesa pirata em voz alta em seguida o olhou nos olhos. – Strtondo, isso não é ideia sua, quem tem mexido com magia negra? Quem é seu cumplice nisso?

_ Ahahahah vai dar uma de moralista Dill, não vem, você estava interessada em conseguir mais pedras não é? É assim que as consigo... A magia negra é pra passar pelos buracos negros...

_ Estão invadindo os reinos das Pedras...

_ Sim, detrás de cada buraco negro...

_ Hum... você é um idiota... Rubis, jades, perolas.... – foi quando ao observar a sala a bucaneira a viu, uma perola que parecia ser furta-cor, muito estranho, sua mae iria adorar mas por mais cruel que pudesse ser não daria o coração de outra pessoa de presente a sua mãe... ela iria mata-la se descobrisse... – E aquela ali? Apontou para a joia que lhe chamou a atenção...

_ Ah aquela roubei de uns mergulhadores aqui mesmo... Parece magica não é?

_ E eu aposto que é...

_Então Dill, quer participar, posso te levar até os grandes que acha?

_ Qual os nomes deles?

_ Só conheço dois, Rustin Tenebroso e Jack Dark...

_ Um é estrangeiro?

_ Não, acho que ele queria se sentir mais cruel com um nome desses...

_ Ridículo...

_ É não é... mas sabe de uma coisa querida Dill...

_ Strondo...

_ Hã..

_ Cala a boca! – quando o homem abriu a boca pelo susto da frase áspera tao repentina, Dill fincou-lhe a espada por ela com tanta força que atravessou-lhe e o prendeu na parede da cabine, em seguida Chakal entrou e assoviando disse:

_ Que ele te fez pra morrer desse jeito? Quanto tesouro... acho que posso comprar uma ilha com minha parte...

_ Não Chakal, só uma joia sairá daqui, o resto são joias de sangue...

Chakal ficou pálido derrepente, e uma lagrima correu de seus olhos...

_ Tantas vidas... – ele disse – todas perdidas... o que fará senhorita Dill...

_ vão ser sepultados pelo mar, Chakal, um funeral digno de um grande pirata, não sei que eram, mas sei que se fizessem isso no meu reino morreriam todos.

_ Sim, tem razão Senhorita Dill um funeral... mas acho melhor que seja um funeral viking, fui viking por algum tempo... pelo menos ninguém mais vai encontra-los e usa-los para enfeites.

_ Sim tem razão Chakal, será um funeral viking, traga o rum do Strondo, deve ser horrível mesmo... junte toda a pólvora também e queime tudo.

Dill pegou a perola que lhe tinha intrigado, por vezes alva, por vezes vermelha e enfim negra a joia mudava de cor constantemente... Sua mãe saberia o que seria e o que fazer com ela, no caminho não explicou as ordens a sua tripulação, mas Chakal se recobrou e como o guardião que era lhes disse que a Capitã pagaria um salario justo pela batalha mas que se alguém fosse encontrado com qualquer peça do navio de Strondo seria morto. Dill se trancou na cabine e chorou... Ninguém podia saber que ela chorava, e ninguém a veria até o outro dia, mas agora ela não era a temida Bucaneira Dill, agora ela era a princesa Dill e pensava em seu reino, fadas, duendes, bruxas e todos os tipos de seres místicos, viviam em paz em Portdemis e se alguém tentasse fazer um massacre lá, seria rapidamente tragado pela fúria do Rei Ouro e dos seus guerreiros.

Entretanto todos sabiam que que os reinos das joias eram pacíficos e bondosos demais para poder defender-se, por isso a Divina providencia colocou cada reino detrás de um buraco negro.O único reino que sabiaa que era treinado para a guerra entre as joias era o reino dos diamantes, espadas inquebráveis faziam parte do seu arsenal e era quase impossível um ser humano matar um ser de diamante, talvez por isso não tinha visto nenhum diamante entre as joias de Strondo.

Olhou a Pérola em seu regaço e sorriu pensando no que a mãe diria se isso fosse um presente normal... Ela ficaria maluca e deixaria seu pai igual, enquanto tentasse com sua magica fazer outras perolas ficarem com o mesmo efeito, ou iria querer ter um colar de perolas pra que essa ficasse destacada no centro... Seu pai resmungaria que era um mendigo e ela iria deixa-lo ainda mais pobre, como se não fosse o rei.

Dill sorriu com o pensamento e sentiu saudades de casa, deitou na cama presa ao chão com correntes de ferro e dormiu, sem perceber que a perola que agora descansava ao seu lado se transformava em uma pessoa... Uma princesa das Perolas...

Maia Carneiro

Corte - Quando?




Saudosa estou
De tudo e de nada
Me sinto sozinha
Me sinto cansada
Engulo as lagrimas aperto os olhos
Sem saber porque
Meu coração se revolta
Querido onde estas?
Essa espera me doi...
Jah faz muito tempo
Não espero um herói...
Meus Dragões vou vencendo
Minha historia escrevendo
Quando nela entrará?
Pra calar meu lamento?




Maia Carneiro

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Talvez Consiga





Quando encontrarei o homem que me entenderá?
Aquele que vai me conhecer e ainda assim vai me amar?
Sou difícil de amar acredite...
Mas talvez alguém consiga
Consiga rir quando me encontrar dançando sozinha enquanto cozinho, fazendo passos nunca vistos e completamente esquisitos...
Consiga ver a beleza que eu nem sei se em mim existe, consiga ouvir quando eu contar historias de mundos perdidos, segredos não guardados e corações divididos.
Consiga entender quando eu falar de dois assuntos diferentes, e me escute cantar sem se sentir torturado, que consiga olhar nos meus olhos e sempre dizer a verdade.
Consiga entender quando me encontrar rindo ou chorando no meio ou final de algum livro.
Talvez ele consiga não chorar quando perceber que gasto mais com livros e com comida que com roupas e sapatos...
Consiga me ver comer uma pizza inteira e não se importar se sou gulosa, se prefiro mil vezes o silencio e conforto de um sofá a multidões de pessoas bonitas dançando em uma balada.
Consiga me abraçar quando eu estiver com raiva, consiga me olhar com amor quando eu estiver desarrumada...
Consiga me mimar quando eu estiver doente e me diga com carinho que nunca estará ausente.
Consiga achar que vale a pena, acordar o resto da vida ao meu lado... Até quando com o passar do tempo meu rosto se torne enrugado.
Talvez consiga brincar comigo sobre beijos roubados antes do trabalho e me torne a cinderela roubando e devolvendo um lado do meu sapato.
Consiga não reclamar por me ver rir em filmes de terror e consiga me entender quando igualmente estranha, estiver com medo em um filme de comédia...
Sei que vai ser difícil achar um homem assim...
Mas talvez consiga... Talvez consiga.


Maia Carneiro
 

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