'Este' (Onde estás?)
Este ser calmo,
Este ser utópico,
Vislumbra-se com facilidade,
Com o comum, com o simples.
Este ser calmo,
Este ser único
Alegra-se com a chuva,
Diverte-se na poça d'água.
Este ser calmo,
Este ser diferente
Importa-se com as pessoas,
Não julga, antes ajuda.
Este ser calmo,
Este ser pacífico
Questiona sobre o mundo...
Interroga sobre tudo...
...Tudo sobre o mundo...
...Se ele pode ser diferente,
Se o amor, alegria e felicidade
Alcançará a toda essa gente.
Este ser utópico... Calmo... Pacífico... Diferente...
Este ser... Este... Ser... Onde está?
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
[Poema] Aquela Pirata
Aquela pirata atravessa as ondas sorrindo
Depois de tantas tempestades ela continua sozinha
Aquela pirata se afastou de tudo para observar de longe
Mas continua voltando para perto
Aquela Pirata resolveu ir com o Vento
A vida para ela agora é cheia de surpresas
Ela sonha com uma onda que a levará a alguém
Porque essa pirata cansou de nadar até o nada,
Ela espera pela vontade do Vento
Arruma suas velas e se prepara para mais uma tormenta
Aquela pirata não sonha com o fim da tempestade,
Ela somente sonha com outras mãos para segurar as velas
Maíra Carneiro
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
A Bela Adormecida
Adormecida te espero;
Em um quarto de Torre me encontro;
Selada em nome do amor...
As Paredes não me prendem acredite;
Elas me protegem meu príncipe;
Me reservam para ti...
Simplesmente só poderia ser você;
Quero que seja o primeiro a quem vou ver;
De qualquer forma só vejo você...
Lutar com meus dragões para me tirar do abismo;
Atravessar os espinhos;
Correr para me encontrar;
Subir os degraus da conquista;
Cumprir sua missão e me achar...
Estarei esperando, meu amor;
Tinha que ser você;
Me apaixonei por você em meus sonhos...
Te tornei minha espera e esperei;
Te tornei meu poema, declamei;
Te tornei minha canção, te cantei...
Da janela olhei o horizonte;
No silencio ergui mil palácios;
Da espera refiz meus pedaços;
Do Eterno tirei meu consolo;
Dos meus sonhos tirei a Magia;
Sempre soube que era mais que Utopia...
Então espero...
Ansiosa espero, pelo beijo que despertará o amor.
Maíra Carneiro
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
"Sol"berano
Sol, tu que és tão forte,
Tão imponente...
Traz sensações mista, de prazer e alegria.
De harmonia, de cansaço e desgasto,
Que se perde na monótona rotina
Que se desenvolve e se cria no dia a dia.
Calor... Calor... Calor...
Pela manhã aquece-me com fulgor,
Ao meio-dia torna-se meu horror.
Vê-lo nascendo sob a despedida saudosa,
De uma noite voluptuosa,
Causa-me espanto, enche-me de encanto,
Conforme vai chegando ao nosso encontro.
Despontando raios vitais,
Sobrepondo-se sobre nós mortais.
Vejo-o adornando o azul perene,
Com tons laranjais solene.
Sol... “Solberano!”
Soberano da alvorada,
Imperadora do dia,
Gladiador crepuscular,
És sol. És vida!
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Pai
Pai... queria dizer em versos
As coisas mais belas, porém confesso...
Todavia, a vida me trouxe a agonia
De tua ausência quebrando nosso elo.
À porta da esperança esperei teu retorno,
Tal qual o servo a espera de seu senhor.
Pedi ao tempo que parasse, até mesmo retornasse
Àquele tempo em que me cobrias de amor.
Pai... teu zelo noutro tempo,
Tornou-me dependente de teu afeto.
Recorri aos artifícios do choro,
As artimanhas da infância,
Para que não deixasse nosso teto.
Pai... às vezes me pergunto,
O que fiz para merecer,
Entregando-me a mercê,
De tanto sofrimento com o teu partir.
Hoje, mais uma vez,
A dor bateu
Ao me lembrar de ti.
Na ausência do tempo presente,
Recorro ao passado e o trago à mente.
Recordo-me dos passeios a cada fim de tarde,
Das histórias ao cair da noite
E das imitações dos personagens,
Como se você os fosse.
Contava-me os dedinhos dos pés,
E como avião fazia-me plainar,
Depois de beijos me cobria,
E, enfim, dizias “ Fique com os anjos a sonhar.”
Pai... por que parece ignorar minha existência?
Por que de mim se esqueceu?
Será que não se lembra da promessa,
Que , antes de partir, prometeu?
Fico pensando em algumas coisas do tipo
“Será que ele ainda se importa comigo?”
Sei que já não sou mais aquela garotinha,
Mas preciso de ti, meu amigo.
Às vezes um sentimento
Estranho me consome.
É a inveja que tenho de meus irmãos,
Por serem teus dois únicos homens.
Eles desfrutam do sabor
Da tua companhia,
Quanto a mim...
Escrevo esses versos
Para quem sabe...
Possas ler um dia.
Pai...será que tu me amas...?
Bem...disso não duvido.
Mas...bem que poderia
Por gestos demonstrar
Aquilo que eu preciso.
Pai...
Queria poder dizer-te
As coisas mais belas nesses versos.
Mas a tristeza me consome.
Só não me esqueças, é o que lhe peço.
Enquanto isso...continuo aqui,
Naquele mesmo lugar,
Debaixo do mesmo teto.
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sexta-feira, 10 de maio de 2013
Contornos
O vento beija-lhe a face rosada
Ela admira o futuro incerto
Junta forças de lugares obscuros
Teima em extinguir a fantasia
Matar alguém dentro de si
Cheia de vida e histórias
Cheia de sonhos, memórias
Repleta de tudo
Completa de nada...
Comprou as cores que quis
Canetas, lápis e giz
E atirou na parede nívea
Contornos se formaram
Pessoas se criavam
Lembranças imergiam
Crianças em árvores
Subiam...
Do tudo nada ficou
A família virou risos distantes
Às tardinhas de quinta
Sem protocolo, sem regras
Cada um trazia o que lhe aprazia
Eram histórias e poemas
Seus heróis e princesas
Ideias acesas
Sem grilhões, sem algemas...
Do nada tudo ficou
Fiquei de resto
Observando o mar
Tentando alegrar uma criança
Que ainda espera
Que o impossível aconteça...
De Marcelo Souza para Maia Carneiro
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Noiva para sempre adormecida
Sepulcral, silencio religioso,
Imundo cheiro mofoso.
Na madeira envernizada,
Sem véu, cabelos soltos no nada.
Brilhantes, pretos e esvoaçantes.
Doce e para sempre congelada,
No seu estado de mais profunda graça.
Que mal fizeram os amantes?
Abatida por nenhuma razão.
Perdida mesmo antes de entregar seu
coração,
Sucumbida na mais triste desgraça.
Estava a noiva no seu caixão.
Sua tez pálida no contraste da escuridão.
Nas suas mãos o bouquet e na face o
sorriso.
Muito mais lágrimas do que seria preciso.
Mas a moça inspirava compaixão,
Dor, tristeza e insatisfação.
Tão nova e tão linda...
O vestido rendado não lhe faz justiça.
Cadáver e ainda vítima de cobiça.
Por isso a morte a quis na mão.
Lábios rubros que perdem a cor,
Seu noivo quebra-se sem pudor.
Uma vida sem começo se finda.
Ela parece de cristal,
Floco de neve numa igreja.
Sem mais pegadas de amor no litoral.
É Deus que assim o deseja!
Helena Ribeiro
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Farsa
Sou uma farsa que se comporta,
Na linha torta do bom viver.
Sou o escândalo escancarado,
Porém maquiado para ninguém o ver.
Sou a vertigem embaçada...
Sou a ferida mal curada.
Sou a inércia...por vezes, finjo ser certa.
Sou o oposto do gosto,
Sou o desgosto que ninguém vê.
Na esquina eu dobro,
As regras ignoro,
Nos meus atos extrapolo,
porque sou o que não sou,
E se o sou é, porque não sei ser como eu
deveria ser.
Sou o scracho do escarnio,
No qual deliberadamente eu caio,
Os degraus do que é certo,
Porque mesmo sem querer eu erro,
Mas as vezes querendo errar não acerto,
Pois esse é o meu jeito de ser.
Me entrego ao jogo,
Sem regras eu jogo,
Mesmo sabendo que talvez eu possa padecer.
Mey Almeida
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
Coração surdo
Queria que você pudesse me ver agora
Que pudesse saber
Não estou eufórica hoje
Não estou radiante
Estou confusa
Você conseguiu isso de mim
Conseguiu me deixar confusa
Eu tentei não te ver olhando pra mim
Tentei não saber que se sentia assim
Então você chegou com seu sorriso bobo
Então você me fez acreditar de novo
Então me fez gostar de sentir
Mas agora nem sei direito o que sinto
Sei que não tenho direito a você
Sei que não é, ou ainda não é meu
Mas tente explicar isso ao meu coração!
Tente fazê-lo ouvir a razão...
Meu coração não é cego.
Ele é surdo.
Pode ver seu sorriso enviando sinais
Pode ver seus olhos me vendo
Mas não pode ouvir que não é tempo
Não pode ouvir que seus olhos mentem
Que você não está pronto pra mim
E que Deus ainda precisa me moldar
Pra receber você
Mas meu coração é surdo
E eu? Estou perdida em você.
Maia Carneiro
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sábado, 10 de março de 2012
Ponto Final
Ponto Final
Comecei tudo
com um simples vocábulo,
no meio da história
vivi certas exclamações,
que foram sucedidas por vírgulas,
que me fizeram interrogar
os por quês da vida.
Quando decidi parar com tudo,
ele me fez dar um ponto seguido,
seguido de reticencias...
...mas só agora, tenho a certeza
de que o melhor a ser feito é...
...dar um ponto final.
Por: Meyre Almeida
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quinta-feira, 1 de março de 2012
Um Dia a Menos
Estou te esperando querido,
E cada dia é um dia a menos, até te encontrar
E cada instante eu imagino,
Que encontrei tuas pegadas em meu caminho,
Que encontrei tuas roupas no meu quarto,
Que encontrei seu sorriso.
Que encontrei teus olhos ligados aos meus...
Mal posso esperar,
Para sorrir com você,
Para falar com você
E até brigar com você...
Mal posso esperar para fazer as pazes...
Mal posso esperar para ouvir tua voz sussurrando meu nome,
Para te abraçar e ouvir as batidas do teu coraçao aos poucos soarem no ritmo das minhas...
Mal posso esperar para beijar os teus labios...
Mas estou esperando querido...
E cada dia é um dia a menos.
Maia Carneiro
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Átomo de Sonho
Às vezes me canso de tudo
Às vezes me canso do nada
Mas em teus braços me lanço
Me perco em sonhos
Me perco em teu toque
Me perco num átomo de carinho
Me perdi no tempo
No tempo de um abraço
No tempo de um sorriso
No tempo de um beijo interminável
Ergo os olhos e percebo que não estás aqui
Que nunca estiveste
Outra vez me perdi
Em um Amor inexistente
Sei que vais chegar
Sei que vou te ver
Sei que vais me amar
Em um átomo de segundo estás aqui outra vez
E outra vez me perder em teus braços
Sonhar contigo
Te amar em silencio
Terei de acordar em breve...
Estarei sozinha outra vez
Mas estou te esperando querido
Continuo esperando
Em um átomo de Sonho.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Corte - Quando?
Saudosa estou
De tudo e de nada
Me sinto sozinha
Me sinto cansada
Engulo as lagrimas aperto os olhos
Sem saber porque
Meu coração se revolta
Querido onde estas?
Essa espera me doi...
Jah faz muito tempo
Não espero um herói...
Meus Dragões vou vencendo
Minha historia escrevendo
Quando nela entrará?
Pra calar meu lamento?
Maia Carneiro
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domingo, 18 de dezembro de 2011
Em teus braços
Doce novembro! Ainda me lembro,
De como eu me lançava em teus braços.
E no afago do teu abraço,
Sentia-me segura, protegida.
Olhava em teus olhos e você sorria.
Ainda me lembro do som da tua voz,
Naquele instante éramos só nós.
Ouvia suas histórias, seus feitos, suas aventuras,
Até mesmo ouvia suas músicas.
Em cada conselho, um toque de candura.
Nos teus braços me sentia refugiada,
Amada, protegida de mim mesma,
De meus medos e do mundo.
Porque ali era o meu lugar secreto, o meu escudo.
Sentia teu calor, teu afeto, tua força,
Teu amor, tua proteção que por completo me cobria.
Hoje, recordando-me do teu abraço,
Senti tua falta.
Porque já não há mais abraço.
Já não há nem mesmo, mas você!
Fostes embora, e não me levaste em teus braços.
Só sei que me apeguei pensado em nós.
Mas agora estou só, presa na saudade dos teus abraços.
Por: Meyre Almeida
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