quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Monologo de Beethoven


Parece-me meio absurdo o fato de contar minha própria história, estando eu morto há tantos anos, mas se Brás Cubas escreveu suas memórias póstumas porque motivo eu não poderia contá-las?
Sou alemão mas de origem holandesa... Mas que cabeça a minha... Esqueci de apresentar-me, me chamam Ludwig van Beethoven. Como ia dizendo nasci na Alemanha, já meu avô, um grande musico, era da Bélgica e muito conhecido por lá.
Sendo meu pai, desculpe o comentário, um musico, nada mais que mediano, não fez uma carreira tão proveitosa. Sendo assim deixei de estudar na idade de 11 anos e aos treze ja trabalhava para ajudar no sustento...
Mas meu pai sabia reconhecer o talento quando o via e me fez ter arduas lições de música, durante muito tempo.

Coro: melancólico, tímido, em devaneios perdido, Beethoven crescia a musica aprendia.
organista, cravista e até professor aos treze anos Ludwig aprendeu a compor...

Sim sim vejamos, parece que quando se morre ganha-se um coro... Bahhh companhia demais pra mim...
Em 1784, tornei-me amigo do jovem conde Waldstein, que notou meu talento e enviou-me para Viena, na Áustria, para que me tornasse aluno de Mozart. Infelizmente com mamãe enferma tive que voltar, duas semanas depois...
Fiz cursos de literatura, para compensar a falta de estudo, foi onde conheci os maravilhosos ideais franceses... Cest maguinific!

coro: Liberdade, igualdade e fraternidade, revolução francesa tentando mudar a sociedade, os sonhos nascidos na guerra a esperança de paz. Beethoven recebe o legado de ter leu amor pela liberdade entoado, em sinfonias mudas ou cantadas...

Mas tive aulas um tempo depois com meu querido papai Haydn, um homem que conheci atraves do meu amigo conde. depois disso comecei a ser reconhecido e lancei o meu Opus 1...
Escrevi em homenagem a muita gente... É, foram tempos bons...

coro: Sinfonias escreveu, e a muitos conheceu, e a tocar se perdeu, mas o mal lhe venceu, preso ficou o rapaz alemão, no auge da carreira veio a decepção. Se a surdez não o tivesse alcançado onde beethoven teria chegado?

Aff estou cansado de vocês...
Sim sim fiquei surdo, não de uma vez, aos poucos mas não disse nada, a dor apereceu e recolhi-me para um lugar distante, casei-me mas o amor não me achou, estive apaixodado por alguém, não me perguntem quem, estou morto mas sou um cavalheiro, enfim... Não adiantou muito mudar-me, fiquei mesmo surdo. pensei em matar-me muitas vezes e desesperei-me, o que faria eu sem a musica? Mas então pensei porque motivo deveria de desistir da minha paixão? foi assim, que estando eu surdo escrevi minha 9 sinfonia.

Coro: Surdo estava mas planos fazia... Ludwig queria uma 10 sinfonia mas que pena ao nosso trágico heroi afetou a pneumonia, tocava tocava porém nao sabia que desafinado estava seu intrumento de alegria. Pego pela doença Beethoven sofria e assim desse jeito deu adeus a sua vida.

Sim... esse coro irritante acertou, morri de pneumonia em 26 de março de 1827, e terminando a historia antes que eles voltem a falar, pode conseguir o que quer é só voce tentar...vou embora agora porque até mesmo eu já começo a rimar...


Ludwig van Beethoven
na verdade não. by: Maia Carneiro

Noite de Chuva


A chuva caía lá fora, pensando bem, caía também do lado de dentro, as panelas e potes se acumulavam ao longo da casa, afim de receber a água da chuva que as goteiras permitiam entrar, os pingos formavam uma estranha sinfonia que por um momento lhe prendeu a atenção, mas não seria por muito tempo, ao ouvir seu nome seguido da aparição de um anjinho de cabelos despenteados e olhos sonolentos, Sofia sorriu, não era fácil ser mãe solteira, mas valia a pena. Não que estivesse em seus planos, quando aos dezoito anos ela engravidou. Entretanto a vida não espera por planos e o descuido chama ploblemas.
Só que não podia chamar sua pequena Maia de problema, ela era seu tesouro, e apesar de ter sido expulsa de casa por seu pai e cortar relações com sua mãe por não tentar impedir, Sofia sabia o valor da familia.
Seu devaneio foi interrompido de novo pela voz da filha:
- Mamãe Sofia? (apesar de a mãe insistir em que ela só tinha uma mãe, portanto dizer seu nome não era necessário a menina acreditava que sim precisava)
- Sim Maiana?
- Não consigo voltar a dormir, deixa eu te contar uma história?
Sofia sorriu. Sua filha era diferente das outras crianças, preferia contar a ouvir uma história. Aos seis anos já sabia ler e aproveitava essa habilidade.
- Claro querida, mas sente aqui no colo da mãe… Você está descalça nesse frio?
A menina se sentou em seu colo e começou a narrar seu mundo mágico, onde a casa com goteiras se transformava em uma gruta, onde fadas e duendes viriam dançar ao som do canto das sereias.
Sofia não descobriria o fim da história, nunca descobria, pois sua filha já estava dormindo. Com dificuldade levantou do sofá e e levou a filha até a cama.
- Está pesada querida, logo não poderei te erguer.
Beijou sua pequena e a cobriu, depois saiu em silêncio para esvaziar algumas das panelas já cheias. Quando será que ficaria mais fácil? Quando sera que poderia descançar? Pôs a mão no pescoço e se esticou, suspirando. Decançar ainda não estava na sua agenda, e não estaria até que Maiana pudesse se cuidar sozinha.
Lavou a louça e pôs a roupa na máquina, em seguida olhou o relógio… Duas da manhã. Daqui há quarto horas teria que levantar, pisou em um ursinho e se abaixou para pegá-lo judiando ainda mais da sua coluna, juntou ainda mais dois brinquedos e colocou-os numa poltrona, “irei guardá-los amanhã” prometeu a si mesma, tirou a calça e o sutiã, mas não mexeu na blusa, sentou na cama e agradeceu a Deus por seu dia. Ela o fazia todos os dias, e este seria um gesto que sua filha não entenderia quando crescesse… Tinha muito trabalho e muitas dificuldades, mas, era grata por ter força, disposição e saúde para faze-lo.
Deitou na cama, fechou os olhos e dormiu na hora.

Maia Carneiro

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Bela e a Fera


Você me olhava
Quando achava que eu não via.
Eu chorava
mas o que sei agora não sabia.
Cheguei a ti sem querer
Você ser um monstro era tudo que eu podia ver
Mas quando foi que os papéis trocaram?
Quando teu coração formoso meus olhos notaram?
As aves te amam, eu vi...
Quando só pra te observar num jardim me escondi.
Você sorria sem saber...
Que meu coração só por ti começou a bater.
Hoje vejo, o monstro sou eu...
Pois meu formoso rosto me impediu de admirar o teu...
Não és belo eu sei
Mas ao olhar nos teus olhos
Meu sonho entreguei
Queria ser uma das tuas aves
Queria subir no teu ombro,
Entrar em tuas vestes
Desfazer esse encanto
Farei uma prece
A Deus clamarei
Pedirei por coragem
E meu amor declarar-te-ei


Maia Carneiro

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um declaração do passado!



No caminho da minha vida. Busquei encontrar uma pessoa que me completasse. Que pudesse me mostrar um sorriso de valesse por mil palavras. Dai encontrei você. Como num passe de mágicas, tua presença veio de encontro com a minha, e com lágrimas nos olhos eu soube que você era o meu presente. O presente que estava perto de mim esse tempo todo. Mais que a vida tinha o momento certo para tudo acontecer. Bastou um ato, um ato, para fazer valer o que já estava valendo. Meu coração pulsa de uma forma intensa. É inexplicável o que sinto e o que vivo. E por mais que tudo seja difícil para nós duas, saiba que o amor nos leva a lugares que nem podemos imaginar sozinhas.
São momentos únicos, momentos que até eu mesma não consigo definir com palavras, apenas sinto, e por sentir, e por te amar, todos os outros, todas as coisas que são mera importantes na minha vida , somem por instantes e só sobra você . Só sobra seu olhar... Seu sorriso.
É difícil estar aqui escrevendo essas coisas, pois, ainda há muito para saber , mais pelo o que já sei ,enriquece meu coração. Enriquece de alegria, de esperança para continuar vivendo, continuar querendo que minha vida prospere. Eu te amo, e não tem outra palavra que possa falar. O que sinto é forte demais para ser outra coisa...
Quero ser a sua respiração. Quero ser seus olhos para poder enxergar todas as belas coisas que você enxerga. Quero está contida em você, da mesma forma que está em mim. Quero poder te amar da forma mais verdadeira que um coração é capaz de amar. Entregar-me sem renúncias, sem medos, sem limitações. Poder sentir sua pele, sentir a sua voz no meu ouvido dizendo “eu te amo”.
Se eu pudesse me aventurar pelo mundo afora para te dar toda a felicidade do mundo, eu faria isso. Pois você merece, merece tudo o que a vida tem de bom para oferecer.
Aqui não são palavras ao vento que com um virar de página pode ficar no passado. O nosso amor não tem passado. O nosso amor é o presente, é o instante, é o segundo seguinte de uma vida. É aquilo que todos querem, mais tem medo de se arriscar. Saiba que eu agradeço a Deus por ter te conhecido, por ter o prazer de está na sua trajetória, é uma benção  e nada  me fará dizer o contrário.Só espero que entenda tudo que quis demonstrar, tudo o que meu coração quis dizer em palavras o que sente.
E o que devemos fazer agora?                        
Só o tempo nos dirá!
Enquanto ele não diz o que realmente nos guarda. Fiquemos com nossas palavras mágicas..
E as minhas são...
Eu te amo...




Thatyane Meyer

Um momento...


Faço tudo para apenas voltar atrás, olhar nos seus olhos, senti o teu corpo, transmitir todo o amor e os meus sorrisos para os seus lábios.
Queria mais... Queria voar no infinito, queria esquecer o mundo, senti uma leve sensação. Aquela velha sensação de liberdade que com esse mundo vasto e poluído acabou se perdendo.
Fico a pensar. Fico a pensar em como pequenas coisas podem mudar o rumo de um pensamento. Uma musica tocando no radio. Um sonho, um momento que mesmo não sendo seu faz lembrar outros momentos.
E quando tudo se perde? Quando tudo se perde o que seria mais obvio é derramar aquelas ultimas lagrimas que seus olhos ainda guardam. Não... Não é bem isso deveríamos fazer. Tudo é curto demais para ser desperdiçado com poucas lagrimas. Deixem as lagrimas de lado. Foquem naquilo que não é real. Tudo é possível quando acreditamos que é possível. Quando acreditamos que voar não é só possível quando se tem asas. Quando acreditamos que crescer não é apenas criar mais alguns míseros metros.
Imagino estar com você. Talvez fosse uma grande ilusão. Mais o que seria da vida sem nós arriscar? Se para te ter tivesse que deixar de lado minha razão e todas as coisas certas que a mente sempre de alguma forma coloca diante dos nossos olhos, mesmo assim. Não importa. O que importa é cair nos seus braços e apenas dizer: É isso que eu quero!
Só peço que não me deixes só. Só peço que cada sacrifício que me permito fazer, não seja desprezado com um Adeus. Não jogue fora tudo o que foi construído. Não me olhe como se não estivesse acontecendo nada. Não me faça de boba. Eu quero ouvi da sua boca um... Eu amo você!Eu sei que isso é verdade...
Venha comigo, vamos dançar a dança do amor. Saborear os morangos do prazer. Nada de maçãs. Não quero que esse momento acabe com apenas uma gota de veneno.
Eu sei que nosso amor é forte demais para aguentar uma provação. Sei também que aquela brisa calma que senti quando me aproximei da sua pele. Sei que aquilo mexeu com seus sentidos. Vamos esquecer tudo. Sem tristezas. Sem lamentações. Por que o que vale é ser feliz. Trás a felicidade pra mim? Prometo que não vai se arrepender. Prometo também que nossos filhos serão lindos. E que quando estivermos velhinhas, nossos netos olharam para nós duas e dirão: Eu sinto o amor contido aqui!
Não me deixe sozinha. Por favor, não me prive disso. Só caminhe até mim e deixe que as coisas fluam... Por que quando esse momento acontecer. Terei certeza que meu coração finalmente será somente seu.

A verdadeira lenda da Pérola Perdida





Nas profundezas do mar infinito do universo azul, logo atrás do último buraco negro há um lugar cheio de luz. O reino das Ostras Perdidas onde milhares de pérolas mágicas vivem, pessoas místicas cujos corações sempre bondosos, são na verdade das mais nobres jóias, estas que lhes dão o nome. Todos eram felizes sob o reinado de Pérola Mãe e Lorde Ostra. Era um reino próspero, mas seu maior tesouro era sua princesa. Pérola Sky era amada por seus súditos, por causa de seu brilho único, sua sabedoria e seu sorriso sempre presente.
Tudo ia bem no Reino das Ostras Perdidas, até ser invadido por traficantes de jóias mágicas, homens cruéis e desumanos, que por onde passavam ficava a destruição, dessa vez, eles queriam Pérolas. Pérolas de sangue. Ao ver seu reino destruído, e seu povo massacrado depois da partida dos bandidos, Pérola Sky, agora não mais sorrindo, levantava de seu trono e enquanto reparava os danos causados e consolava os sobreviventes, era consumida por tamanha fúria que a permitia desejar uma unica coisa... Vingança!
Ao apresentar-se a perola mãe entretanto, Sky não teve a benção que queria para descer e vingar seu povo ao invés disso ouviu:
- Não, Pérola Sky, deves ficar aqui, reconstruir o Reino, não podes ir detrás de vingança ou ela retornará para te buscar.
- ELES voltarão para buscar-me! Se eu não pegá-los antes, eles vão voltar e arrancar os corações de todos nós! Não posso deixar que aconteça mamãe, devo impedi-los, tenho que proteger o Reino!
- E como pretende protegê-lo, se estiver longe?
- Matando esses desgraçados!
Uma lagrima rolou na face de Pérola Sky, mas enxugou-a com um gesto brusco. Sua raiva era maior que a tristeza. - Eles destruíram meu povo, seu povo! Precisam pagar. vou encontrar ajuda.
- Se você for, serei obrigada a baní-la para sempre, um coração de pérola deve ser puro, não pode ser manchado com sangue, inocente ou não.
- Então já estou banida mamãe. Pois em meus coração... Já estão todos mortos.

Perola Sky, entrou em sua nave ostra, abandonando seu trono, seu reino, sua família. Sabia que não poderia voltar, seu destino estava traçado. Mataria cada um deles, e vingaria seus amigos mortos, protegeria os vivos. Mesmo que não estivesse com eles, ainda eram seu povo, sua responsabilidade e ela os amava. Sua magia começava a funcionar e aos poucos ela se transformava na jóia que lhe dera nome, era mais prático e seguro viajar assim, seria enviada a terra, onde supunha que seus inimigos estavam, e seria despertada, pelo primeiro coração puro. Esse era um ponto contra, como achar um coração puro em meio a tantos homens perversos? Mas tinha que arriscar, era o único jeito de chegar a Terra, teria que atravessar o buraco negro e não queria morrer antes dos assassinos, sua mágica poderia levá-la até lá em segurança, mas queria guardá-la para coisas mais importantes. Viajou anos luz em sua ostra mágica, onde dormia profundamente em forma de pérola, mas seus sonhos não eram graciosos, sua mente a perturbava com imagens de seus amigos sendo torturados e mortos.
Lançada nas profundezas do oceano Pérola Sky foi encontrada por mergulhadores e roubada por piratas sem ter consciência disso. Strondo, pirata de dentes negros e voz tão grave que lhe cedeu o nome, era o temível capitão de Sanguinário, Uma escuna negra de velas vermelhas que quando avistadas eram interpretadas como sentença de morte, a não ser para uma pessoa.
O Capitao ao avistar o pequeno Clipper branco onde se podia ver uma mulher de pé em frente ao timão, se aprumou ao leme, ela sorria prevendo a batalha, e Strondo tremeu, sabia que ela não fugiria por causa da menor quantidade de canhões, ele também não, porque sabia que sua escuna apesar de rápida nunca venceria a velocidade do barco que se aproximava. Jonny Rogers II em homenagem ao navio de seu ídolo, James Gancho, vinha á todo pano em sua direção... Ainda olhando a mulher que agora o encarava, o atual possuidor da princesa das pérolas bradou:
- É a Bucaneira Dill... Vamos seus molengas, hoje vocês triunfam, ou morrem!




Parte 2 :vent:

Maia Carneiro


Não sei por que ...


Arrisquei-me em ter algo com você.
Confesso que me embriaguei com o seu incrível poder de sedução.
Sua voz... Seu jeito intenso... Seu sorriso.
Mais hoje eles não são mais meus. Pertence a outra pessoa.
Sim eu te perdi. Te perdi e acabei enlouquecendo desesperadamente em busca de respostas.
Pediria para você rasgar todas as cartas que um dia foram entregues a ti.
Pediria que me esquece-se, e que não me procurasse mais...
Acho que isso você já tratou de fazer.
Apaixonara-se por outro alguém. Partira meu coração. E sem adeus me deixou.
Tento não chorar às vezes. Tento te odiar. Tento pensar que vou segui em frente.
E realmente vou.
Desejo que sejas feliz.
Vou por uma pedra em cima desse sentimento. Vou deixá-lo ir embora. Esvaziar a mente.
Reabrir as portas que se fecharam. Da esperança que sempre reaparece em algum lugar.
Se me amou algum dia. Saiba que eu te amei mais do que possa sentir em outro alguém.
Se me quis algum dia. Sabia que eu te quis a todo instante.
Se fora feliz ao meu lado... Não devias ter mentido.
Mesmo assim.Se um dia me encontrar e me ver sorrir. Sorria mais ainda. Pois estarei mais completa do que nunca.

Thatyane Meyer

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O MORCEGO


E-mail
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
"Vou mandar levantar outra parede..."
- Digo. Ergo-me a tremer.  Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!
 
 
Augusto dos Anjos

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Corte - Um dia...



Um dia você vai chegar
E como Jacó ao seu amor encontrar
O preço da espera por você vou pagar.
Sozinha no quarto, sonhando acordada...
Penso no que será de nós dois,
E as vezes a espera quero deixar pra depois.
Mas penso em você se guardando pra mim
E lembro que o amor deve ser assim
Mas te espero impaciente
Te quero até quando inconsiente.
Em meus sonhos resolves entrar
Mas amigo meu te amarei
Todo tempo planejado pelo Rei
Sem te ver, Sem te tocar
Pois um dia...
Sem restrições sem barreiras 
Em meu leito vou te amar.





Maia Carneiro

Fotografia



Você se foi,
Mas algo de você ficou,
Sua camisa, seus CDs,
E uma foto de nós dois...
Você me beijava,
Eu sorria.
Nós nos amavámos,
E eu sabia.
Foi há pouco tempo atrás...
Entretanto o sentimento não volta mais
Aquilo que prometeu,
tudo aquilo que não me deu...
Se torna um amontoado de fatos,
Retratos, retalhos.
Talvez sejamos todos palhaços,
No circo da vida o amor é um palco.
Mas minha paixão virou utopia,
No palco Real você foi fantasia.
Seu sentimento morreu,
As juras, os sussurros, você esqueceu
E apenas uma lagrima meu olho perdeu
Quando sem outro motivo,
Você disse adeus.

Maia Carneiro

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ilusão


Como o acaso quis, eu te conheci.
Mas você não soube me fazer sorrir
E como o tempo quis eu me apaixonei
Mas amar não foi aquilo que pensei
Você não olhou em meus olhos,
Não fez poesia,
Mas beijou meus labios,
Então criei a magia.
Pensei que era certo,
Pensei que era lindo,
Pensei que estava perto,
Quando de mim estava rindo.
Tocou meu corpo,
Chegou sem falar,
Me abraçou apertado,
Deixei de pensar.
Nem sei porque fiz...
Nem sei porque quis...
Mas você é meu vicio,
Me faz mal me alucina.
Amar você se tornou então minha sina.
Me maltrata me fascina,
Realiza desejos e depois me domina.
E até mesmo meus sonhos...
Seu olhar determina.


Maia Carneiro

Seu Sorriso



 

Você sorri e meu corpo estremece,
Pois esse é um sorriso de canto, sem vontade,
Um sorriso pra que eu não me preocupe.

Você pensa que eu não vejo?
Seu sofrimento contido...
A tristeza por trás do sorriso?

Você pensa que não vejo?
Essa dor no teu olhar...
Você pensa que eu não vejo?
Sua boca sorrir enquanto seus olhos choram?

Queria ter algo a dizer...
Pra fazer você parar de sofrer.
Quero um sorriso teu,
Um sorriso verdadeiro.
De olhos, boca, corpo inteiro...

Aquele sorriso que cativa,
Que me faz querer sorrir...
Sorriso que hipinotiza,
Que me faz esquecer o por vir...

Dá-me um sorriso teu,
mas um desses verdadeiros...
Pois um sorriso como o teu,
Me cativa por inteiro...

 
Maia Carneiro

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

REFLEXÕES

Por que destino escolhe-te a mim, 
Para viver a agonia da espera?
Para vivenciar a dor do desespero?
Como queria poder mudar o tempo, tocar o céu...
E enfim, viver sem medo!
Mas a razão me disse: una-se a mim,
E percorreremos pelas ruas das opções, 
Acaminho das escolhas certas!



Mey Almeida

A TUA AUSÊNCIA

Ontem aqui,
Em meus braços,
Totalmente afagado,
Fazendo-me juras de amor.
Dissestes-me palavras,
Surros, declarações,
Mas tudo se apagou!
Fechei e abri os meus olhos,
Na esperança de acordar.
De um sonho, de um pesadelo
Mas ao meu lado não está.
Já não há a realidade, do amor entre nós
Você foi embora, se tornando meu algoz
Você foi embora, e eis essa dor atroz... Tão feroz!
Razões, emoções, sentimentos... Sua imagem vem à mente. Não acaba esse tormento!

Mey Almeida

PEDAÇOS



Pedaços que vem e que vão...
Pedaços em mim ficarão!
Pedaços, deixam marcas em alguém,
Pedaços espalhados ao acaso, e ao além...
Pedaços extraídos de uma vida,
Pedaços que se transformam em ferida,
Pedaços, de um passado presente,
Pedaços transladados recente.
Pedaços de um bem que se ama,
Pedaços, marcados em uma cama.
Pedaços de pura euforia,
Pedaços de uma simples utopia...
Pedaços guardados na memória,
Pedaços, seus em mim agora.
Pedaços que vem e que vão...
Pedaços em mim ficarão!


Mey Almeida


"Sina"


A cada canto,
Em cada esquina,
Uma sina me alucina.
Me enlouquece,
Me entorpece,
Os sentimentos adormecem.
Sentimentos unidos as seus,
Tornaram-se somente meus.
O olhar da solidão me apavora.
Um amor que foi embora.
Coração comprimido ao peito,
Superar lembranças de que jeito?
Marcas, histórias, amores,
Carinhos, caprichos, louvores...
Nessa peça do amor fomos os atores!
Nessas páginas escritas em branco,
Debruço-me sob prantos.
Mas o tempo nos trás o alento,
Nos traz a paz, depois do tormento,
Devolve-nos o firmamento...
Para que possamos galgar novos lugares,
Deleitando-nos em prazeres,
Como os deuses em seus altares.
Vidas, amores, passado, presentes... Queria que se tornassem ausentes! Mas esta é a minha sina, que sempre me alucina!


Mey Almeida

Corte - Te Espero...




Te disse me ames,

Mas não me conheces,

Te disse me beijes,

Mas não me tocaste,

Te lembrei meu cheiro,

Mas nunca o sentiste,

Nem te apresentaste,

Mas já me traíste?

Talvez te guardaste,

Te sigo esperando.

Guardando meus beijos,

Te amando em meus sonhos...




 Maia Carneiro

Segredo




Não posso contar,
Te amo em segredo
Não quero chorar...
Mas já tenho medo.

Perder seu olhar,
Perder seu sorriso,
E a sua amizade,
Meu pequeno paraíso...

Tentei te dizer,
Saber se querias,
Tentei te esquecer 
Quando achei que sabias...

Tentei não corar,
Quando disse te amo,
Sussurou em meu ouvido:
Também estás em meus sonhos...



Maia Carneiro
 

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